sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"Caderno de Rabiscos" (Inspirado em http://caderno-de-rabiscos.blogspot.com/)


Mais uma vez ponho-me a escrever, algo que vem se tornando um ritual nestes últimos dias. Fico pensando o que palavras podem fazer até mesmo estas que esboço neste exato momento para uma arte final. Não sou o que se pode considerar um artista, um “Michelangelo das Palavras”, mas é neste caderno de rabiscos, que vejo um novo mundo se formar. Sabe meu caro leitor, ou leitora por assim dizer, que para formar talvez este “caderno de rabiscos”, não é uma tarefa fácil. Quanta vezes estive diante de um pedaço de papel, e vi que as palavras não estavam nele e nem em mim. Há dias que desde o amanhecer parecem ser surreais, que a inspiração tenha tocado o coração e a mente do nobre escritor. Existem dias que a dor, até mesmo a própria realidade, vem consumir não só as palavras cravadas em nossos corações, mas também o soar da nossa voz... Ficamos mudos para todos e para tudo. Perde-se tudo neste dia, principalmente o amor que sentimos intensamente.
Alguns perguntam: “De onde vem tal inspiração?”. Simplesmente ela vem, respondo. Olham-me assustados, julgando-me um louco, um insano ou à beira da insanidade. Sorrio, pois somente o nobre escritor pode entender tal loucura para os normais. Não existe magia alguma que seja melhor que a magia das palavras. Todos um dia ouviram: “E viveram felizes para sempre...”, é mágico em qualquer história. Mas a magia não é na frase, e sim no fim de uma história. Talvez daqui um bom tempo possa terminar a minha história... “E viveram felizes para sempre...”

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

À procura de um tesouro (Redação - Escola)


Não sou um escritor, talvez um poeta nas horas vagas e apaixonadas da minha vida. Sempre me perguntam: “Quem é você?”. Eu? Eu sou mais um aventureiro em busca de um tesouro, ou o vilão, o mocinho, o apaixonado, o príncipe de alguma princesa. Quem dera tivesse respostas a todas as perguntas. Dias e dias olhava ao teto de meu quarto, tentando responder as dúvidas que por muito tempo havia cegado o meu ser. Amei o inóspito e dediquei-me às coisas pérfidas e nulas dessa vida. Hoje entendo que existe um fogo que não podemos deixar apagar.
Mesmo aqui preso pelas quatro paredes azuis de meu quarto, eu entendo que há um dia ensolarado afora. Reconheço que nem todo dia será ensolarado. Porém quando eu e até mesmo você se encontrar perdido na escuridão e no desespero, lembre-se, que é somente na escuridão da noite que podemos ver as estrelas. Não substitua faíscas por insubstituíveis faíscas. Não deixe o herói da sua alma se extinguir. O mundo que você deseja pode ser ganho. Ele existe. É real. É possível. É seu.
Quem sabe onde a vida te levará? Nem eu sei, talvez à algum tesouro. A estrada é longa. E no fim... A jornada é o destino.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Soneto às Estrelas


Ora, sobre a noite celeste jazem, estrelas parecem dançar
De sábio, perdeste a razão
Que para ver dançá-las, acima pára ao olhar
Onde somente há amor que se faz louco no coração

E assim amada da minh’alma
Que como o amor às estrelas
Meu coração a clama nesta noite calma
Digo: “Somente amor para entendê-las!”

Mesmo que de louco me chamem
Que condenas tamanho amor?
E os sentimentos que nestas palavras proclamem

Assim como poeta, que só é poeta se sofrer
Assim se não te vejo é minha dor,
Sem teu amor não é viver.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sonhos de um Palhaço


Dias obscuros onde se foi alegria
E o sorriso impotente das faces
Fez-se o triste desfecho
Habitando na alma dos homens a mais vil ironia

Almas dilaceradas
Pessoas desesperadas
Nada mais do que o coração trancado
Ao amor assassinado

Na frieza dos corpos
E nos falsos sorrisos amarelados
Escondido na multidão
Um homem de rosto pintado com a “alegria”
Que chora de agonia

Abafando seu choro e seus soluços
Suas lágrimas desmanchavam sua face pintada,
Cabisbaixo, olhava para o chão
Escondendo-se de si mesmo o que era

Lembrava-se de tempos de outrora
Onde simplesmente sua figura animava os picadeiros dos circos
Hoje no mundo irônico
Só lhe restou a chorar

Sentado nas sarjetas do grande circo
A figura de um palhaço
Pintado em seu rosto pelas lágrimas
A solidão

Onde o mundo foi para ele um circo
E sua vida, seu palco
Perdido completamente
Em sua farsa de alegria,
Descobre em seu o peito o vazio que jazia

Perdido completamente na vida
Seu sonho era um dia sorrir
E sentir a felicidade
Que havia se despedido daquele lugar...



Dia 10 de dezembro, Dia do Palhaço!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Amanhã


Transformei o silêncio em pão,
Saciei minha carência
Sufocando minhas intransigências.

No tempo que se foi perdido,
Não passou de apenas
Um propósito a ser cumprido.

Hoje sou apenas o ontem,
Aquela inocente criança,
Que pensa amanhã ser um homem.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Espelhos


Sonhastes em si a mera ilusão do amar. Pergunto-lhe:
O que encontrastes? Tempos em que as meras estrelas
dos céus eram sinônimo da inspiração que estendia-se
ao dia. Hoje amor, que fizera-se tortura, uma sessão
de açoites, marcando-me ferozmente com cada palavra
lançada. Meu coração submeteste a idílios e meu amor
a provações. Pergunto-me novamente o que fiz para
tamanha dor ter merecido? O que fizestes pergunta-me,
onde estava todo esse tempo? Temeste ser corajoso e o
orgulho era ti.Não mereço tamanho castigo. Somente
amor ofereci, por que tanto odeias-me. O mundo ao meu
derredor bane o que são sentimentos puros. Onde fora
os sentimentos que há dentro de vós? Apartai-vos de mim
o que diz nunca ter amado ou que diz ter desistido do
amor que queima dentro de vós por parecer impossível.
Como podestes dizer que amas, se nem ao menos sente o
singelo amor. Vivestes somente como animais irracionais.
Pros céus olhastes e clamastes, onde está a confiança no
que pedistes. Olho pra este mundo e parecem não crer no
que dizem acreditar. Uns acreditam o impossível limitado,
porém os que olharam além do impossível alcançaram a
sabedoria para viver, e desfrutaram dos melhores milagres
da vida.
"Homens de pouca fé, por que duvidastes?!"...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dias de Tédio


Minhas palavras que aqui escrevo, é de mais um dia vazio a se registrar, como os outros que parecem atormentar a minha vida. Olho para o alto de uma grande parede nua, e vejo a figura de um relógio, onde o simples tempo parece ser uma eterna prisão. Tento parar de olhar para aquele relógio, que parecia me enlouquecer. Os dias parecem ser os mesmos; nada se transforma nada muda uma vida sem mistificações, um completo mês que para mim alcunhei-o de “Infame Tédio”, da qual parecia abalar a estrutura das minhas quatro paredes onde sempre estou. O badalar dos sinos marcam as seis e uma noite estrelada toma a cidade. A Lua parecia criar inspirações aos poetas, os planetas pareciam convergir-se entre si. Agora era demarcado um novo tempo. E o relógio... ouço o ruído de suas engrenagens trabalhando incessantemente...