
Dias obscuros onde se foi alegria
E o sorriso impotente das faces
Fez-se o triste desfecho
Habitando na alma dos homens a mais vil ironia
Almas dilaceradas
Pessoas desesperadas
Nada mais do que o coração trancado
Ao amor assassinado
Na frieza dos corpos
E nos falsos sorrisos amarelados
Escondido na multidão
Um homem de rosto pintado com a “alegria”
Que chora de agonia
Abafando seu choro e seus soluços
Suas lágrimas desmanchavam sua face pintada,
Cabisbaixo, olhava para o chão
Escondendo-se de si mesmo o que era
Lembrava-se de tempos de outrora
Onde simplesmente sua figura animava os picadeiros dos circos
Hoje no mundo irônico
Só lhe restou a chorar
Sentado nas sarjetas do grande circo
A figura de um palhaço
Pintado em seu rosto pelas lágrimas
A solidão
Onde o mundo foi para ele um circo
E sua vida, seu palco
Perdido completamente
Em sua farsa de alegria,
Descobre em seu o peito o vazio que jazia
Perdido completamente na vida
Seu sonho era um dia sorrir
E sentir a felicidade
Que havia se despedido daquele lugar...
Dia 10 de dezembro, Dia do Palhaço!






