terça-feira, 6 de outubro de 2009

Espelhos


Sonhastes em si a mera ilusão do amar. Pergunto-lhe:
O que encontrastes? Tempos em que as meras estrelas
dos céus eram sinônimo da inspiração que estendia-se
ao dia. Hoje amor, que fizera-se tortura, uma sessão
de açoites, marcando-me ferozmente com cada palavra
lançada. Meu coração submeteste a idílios e meu amor
a provações. Pergunto-me novamente o que fiz para
tamanha dor ter merecido? O que fizestes pergunta-me,
onde estava todo esse tempo? Temeste ser corajoso e o
orgulho era ti.Não mereço tamanho castigo. Somente
amor ofereci, por que tanto odeias-me. O mundo ao meu
derredor bane o que são sentimentos puros. Onde fora
os sentimentos que há dentro de vós? Apartai-vos de mim
o que diz nunca ter amado ou que diz ter desistido do
amor que queima dentro de vós por parecer impossível.
Como podestes dizer que amas, se nem ao menos sente o
singelo amor. Vivestes somente como animais irracionais.
Pros céus olhastes e clamastes, onde está a confiança no
que pedistes. Olho pra este mundo e parecem não crer no
que dizem acreditar. Uns acreditam o impossível limitado,
porém os que olharam além do impossível alcançaram a
sabedoria para viver, e desfrutaram dos melhores milagres
da vida.
"Homens de pouca fé, por que duvidastes?!"...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Amada...


Talvez você não me conheça o suficiente para saber quem realmente sou e também não te conheça para saber quem realmente és. Hoje que escrevo isto faz um ano, dois meses e três dias desde a primeira vez que te vi e pela primeira e última vez me apaixonei perdidamente. Meu coração parece desfalecer a cada dia que se passa, a cada segundo, a cada minuto, hora sem pelo menos ver você de longe ou em rápidas olhadas. Mas cada dia parece ser uma eternidade. Pude conhecer e saber o que é amar, através de você. Dia e noite imagino o dia em que pelo menos iria falar com você sem temer, e dizer as palavras guardadas dentro de mim que parecem querer sair, um simples: “Eu te amo”... Estas palavras poderiam resumir as linhas acima e as abaixo que ainda estão por vir. Descobri que não só o fato de existir me deixa feliz, mas o ato de viver é sentir um amor que guardo por você aqui dentro de meu coração. A felicidade tomou a mim só do simples fato de Deus ter colocado você em meu caminho e ter criado tamanha beleza que nem a sua. Perdoe-me pelas palavras não dita a você e que eu as guardo dentro de meu peito inerte. Não sei o significado de destino, ouvi uma frase: “O destino é a ponte que você constrói até a pessoa amada.”. “Se um dia nós estivermos juntos ou não, você sempre vai ser a mulher da minha vida. O único homem que vou sempre invejar vai ser aquele que tem seu coração. Porque eu sempre acreditarei que meu destino é ser este homem. Se nós nunca mais nos vermos novamente e você sentir uma certa presença ao seu lado, serei eu... te amando... onde quer que eu esteja.”...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dias de Tédio


Minhas palavras que aqui escrevo, é de mais um dia vazio a se registrar, como os outros que parecem atormentar a minha vida. Olho para o alto de uma grande parede nua, e vejo a figura de um relógio, onde o simples tempo parece ser uma eterna prisão. Tento parar de olhar para aquele relógio, que parecia me enlouquecer. Os dias parecem ser os mesmos; nada se transforma nada muda uma vida sem mistificações, um completo mês que para mim alcunhei-o de “Infame Tédio”, da qual parecia abalar a estrutura das minhas quatro paredes onde sempre estou. O badalar dos sinos marcam as seis e uma noite estrelada toma a cidade. A Lua parecia criar inspirações aos poetas, os planetas pareciam convergir-se entre si. Agora era demarcado um novo tempo. E o relógio... ouço o ruído de suas engrenagens trabalhando incessantemente...

domingo, 12 de julho de 2009

O Fim e o Novo Começo


O meu coração ermo se destrói na tua ausência. Meu amor por você se apaga e não mais vejo o amor, a rosa se despedaça e as singelas palavras escritas a punho, se esvaem com o vento. Meu amor tácito torna-se o vazio do meu coração. A solidão é o sentimento de amor que tenho agora. Um sonho, hoje uma mera ilusão de um mundo de irrealidades sem sentidos e razões que definem os pensamentos de um covarde não mais apaixonado. Um herói que se extinguiu e uma alma lacerada é o que me resta. Insensatez dos sentimentos e opacidade de uma pessoa é o que verão agora, um olhar frio e sorriso hipócrita estampado na face marcada pelas tristezas da qual vivo. Não adianto lamuriar-me ao verbo conjugado na 1ª pessoa, e os atos de estupidez insana. As feridas agora sangram silenciosamente e as três palavras presas em minha boca serão para aquela que me amar verdadeiramente, em que o amar não seja a escolha de uma pessoa perfeita, mas sim ver perfeitamente uma pessoa imperfeita; da qual eu sou essa pessoa imperfeita. Os sonhos foram deixados de lado e o tempo de um sonhador, e a mortal rosa escarlate acaba vitimando mais um cavaleiro solitário em sua jornada. As feridas e as marcas que o amor nos dá, impossivelmente serão removidas ou cicatrizadas, ficarão marcadas e as feridas continuarão expostas sangrando ao sabor das lembranças inconstantes. O fim nunca haverá, pois o fim de agora, será o novo começo de amanhã...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Perpétua Inconstância


Minha vista cansada e o sono parecem tomar meu corpo surrado. Fascino-me pela minha solidão e faço dela amiga companheira, derradeira de meus tempos vagos como estes em que aqui escrevo. Minhas tristezas e a solidão parecem se fundir ante a mim, criando uma liga indestrutível me seduzindo a cores neutras, que cada dia fazem a minha vida. Minhas dores são idílios e meu coração cria formas convexas, com tempos antagônicos que me fazem desacreditar em novas esperanças ou a simples luz que ressurge no meio das trevas, causando um brilho ofuscante para os seres viventes nesta escuridão em que eu a chamo de amor. No sorriso da felicidade, a hipocrisia de uma alma dilacerada criando-se a mais vil das ironias. Noites insólitas tornam-se sem você ao meu lado. No Universo, maus augúrios são constantes em minha vida, os dias agora são mais incomuns do que antes e nas razões a incerteza de um inexistente amor. Nos atos, a real incompetência de um covarde no auge de uma loucura infindável com um soar de vozes que o frustra e o subjuga a um pensamento que tento esquecer. Em seu espelho, o reflexo da face de um simples homem, com um rosto triste e cansado, ao crédito de uma esperança esperar a morte para findá-lo de um sofrimento eterno de um amor para uma mulher, da qual enlevou seu coração deixando a ele a passageira ilusão de sonhos que o torturam na inconstância de seus pensamentos...

domingo, 5 de julho de 2009

Amar


Minha solidão parece tornar o fardo que serei obrigado a carregar até o fim dos meus dias. Torno-me um cavaleiro solitário, apaixonado por uma simples rosa que carrego em meu coração. Cavalgo pelos mais longos vales, desde os mais verdejantes até os mais sombrios. Em minha mente vejo a esperança dos meus dias como a aurora da manhã. Cavalgo em martelo a galopado viajando por loucos pensamentos. Por muitos lugares busquei e caminhei, quase fui destruído e muitas vezes fui ao chão, mas aos céus eu olhava e lembrava que um dia você estará ao meu lado e precisava resistir. Nem que fosse um único dia, mas seria este dia que te mostraria o completo amor que sinto por você, declamando poesias e poder ver o teu singelo sorriso em seu rosto, poder admirar o brilho dos teus olhos e sentir os teus lábios escarlates tocando os meus lábios. Poder ver sua beleza como o sol irradiante da manhã e ouvir tua doce voz, tornando-se cântico em meus ouvidos. Onde eu te diria todos os dias as três meras palavras que se prendem em minha boca por você, e de onde ouvir a tua doce voz dizendo as mesmas palavras. Onde teus olhos seriam só dos meus olhos e dos meus abraços faria o teu abrigo. Mas o tempo em que vivo, é o tempo em que meus ombros suportam o mundo. “É tempo onde não se diz mais: meu amor, porque amor resultou inútil. Chegou o tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. Este é o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão.” Onde a vida é apenas a vida, sem mistificação...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Poeta


O frio consome minha alma na tua ausência. Meu coração é silenciado pelo sofrimento que sinto dentro mim, que faz minha alma dilacerar-se dia após dia. Minha dor é extrema e talvez nem a morte seja tão dolorosa, os meus gritos tornam-se minha quietude. Olho para os lados e sinto ausência de algo, você. No meu olhar percebe-se a minha tristeza e em meu rosto os sinais da minha solidão. Meu sorriso perde-se a felicidade e meu coração é sustentado pelo amor que sinto por você. Olho para os céus e as estrelas lembra-me do brilho do teu olhar, a aurora da manhã descreve a sua beleza e a minha felicidade é poder ver raramente o teu singelo sorriso. Em meu coração soa um único nome e minha mente limita-se a sua imagem. Cada momento passa-se como a eternidade, vejo os segundos se passarem, os minutos, as horas e os dias, porém não te encontro. O inverno chega ao meu coração, e certas vezes penso em desistir de te amar, mas não consigo te esquecer. Meu coração bate mais forte quando estou próximo de você. Observo-te de longe e dentro de meu peito meu coração parece espremer-se, contorcer-se e tenho que desviar meu olhar, para a dor passar. Quem diria que uma simples flor poderia ser mais cortante e mortal do que uma espada de dois gumes, uma simples flor que pode derrubar um cavaleiro de seu cavalo e fazer o homem mais triste do mundo amar. Em minha boca prendem-se três meras palavras, que não deixam de ser palavras, que devia ter dito a você desde a primeira vez que te vi. E como diz o poeta:
“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.”...